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Videogame não é vilão

julho7

Sempre encontramos na mídia criticas em relação ao jogos de videogames, elogios são raros.

Desta maneira, parece aos olhos de pais e responsáveis que os videogames são coisas ruins. Mas será mesmo, o videogames não tem nada de bom a agregar a quem joga?

Por experiência própria eu posso dizer que SIM, os videogames tem muita coisa positiva a agregar.

Aprenda inglês jogando videogames: não estou falando de um jogo próprio, voltado ao ensino da língua inglesa, mas sim de todos os jogos em inglês que possuem diálogos.

Me recordo de uma ocasião, no primeiro dia de aula de um curso de inglês, onde tínhamos que, um por vez, repetir uma frase dita pela professora. Quando terminei de repetir a frase, a professora me perguntou se eu já havia feito algum curso de inglês, a minha resposta foi não. Ela ficou curiosa, pois minha pronuncia era boa. Foi ai que eu disse que jogava videogames, a professora então balançou a cabeça positivamente e disse: “Realmente, jogos de videogames ajudam muito na pronuncia”.

E eu digo que não apenas na pronuncia, mas no aprendizagem de inglês em geral. Muitas palavras e frases, eu aprendi exclusivamente jogando videogames.

Tá estressado, vai jogar videogame: me recordo de uma antiga reportagem sobre a violência “gerada” pelos videogames, onde um jovem entrevistado disse algo a qual percebi que era algo que eu também fazia: “Quando estou zangado com alguma coisa, ao invés de brigar com meus colegas ou com meus pais, eu vou no videogame e desconto no adversário do jogo de luta”. Na entrevista ele estava jogando Street Figther II.

Não só nesse caso, onde o videogame é um escape para a irritação, mas o videogame é algo prazeroso em diversos momentos.

Me recordo da felicidade que ficava e gritava a todos os ventos: “Zereeeeeeeeei!!”, que era o que dizíamos quando terminávamos algum jogo.

Melhor que assistir um filme ou ler uma história, no videogame participamos ativamente para o desenrolar da história. Ao concluir um jogo, ao derrotar um inimigo, ao resolver um enigma, é como se estivéssemos dentro da história, não como meros espectadores, mas como os verdadeiros protagonistas.

Raciocínio rápido, e dedos habilidosos: me recordo quanto eu sofria para realizar algo em determinado jogo e não conseguia, e o quanto era prazeroso quando eu finalmente conseguia (alguem se recorda do últimos chefes de Megaman) . Uma coisa que notei foi que quanto mais eu jogava, mais eu tinha facilidade para novos jogos. Meu reflexo melhorou muito, e meus dedos ficaram rápidos (o que me ajuda hoje na digitação de textos no computador).

Outra coisa interessante é a pressão. Muitos jogos colocam você em uma situação caótica, onde para vencer, você deve manter a calma e agir com inteligência. E onde você acha que essa habilidade será empregada? Quem já procurou emprego, já deve saber do que estou falando, pois 9 entre10 entrevistas de emprego perguntam: “Como você lida sobre pressão?”. E claro que uma situação real não se compara ao de um jogo onde se der errado, podemos fazer novamente, mas o videogame nos dá uma prévia desta situação, o que enfaticamente, nos prepara. E já está provado, quem jogou videogames na infância, tem resultados melhores em atividade que exigem esforço mental.

E isso me recorda o ultimo assunto:

Quantas horas de simulador você tem?: quem já viu em programas de TV a preparação de pilotos de avião ou de astronautas, já deve ter visto os grande equipamentos onde eles devem fazer diversas horas de simulação, antes de finalmente serem colocados em situações reais. O videogame tem muito desses grandes equipamentos, e possui uma gama muito grande de jogos/simuladores, alguns deles até usados por profissionais da área. Muitos pilotos de avião jogaram o jogo “Flight Simulator”, e o piloto de Formula 1, Felipe Massa uma vez disse em entrevista que aprendeu a pilotar com videogames. Além do que, os simuladores nós dão a oportunidade de fazer algo que não podemos fazer na vida real. Não são todos que podem pilotar um caça ou uma Ferrari, com os videogames podemos ter a sensação quase que real que estamos pilotando essas máquinas.

Os videogames ainda tem muitas coisas positivas, mas me estenderia muito se quisesse falar de tudo. Uma coisa eu posso dizer, eu sou muito mais feliz jogando videogames.

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