criança birra choro

Está é uma das grandes preocupações dos pais: “Meu filho está chorando para entrar na escola, será que ele ficará bem? Será que ele não gosta da escola?”. Respondendo rapidamente podemos dizer que: seu filho ficará bem, e o choro não significa que ele não gosta da escola.

O processo da criança chorar na separação com os pais é normal, mesmo ele compreendendo que será buscado mais tarde, muitas crianças choram.

O choro indica que ele está incomodado com algo, pode ser o fato dele estar sentindo a separação (mesmo momentânea) com os pais, insegurança por estar em um ambiente novo, ou até mesmo simplesmente para impor a sua vontade aos pais.

Aqui na escola tivemos muitos casos onde a criança chorava e esperneava para não entrar na escola, e assim que os pais foram embora, o comportamento já se modificou, brincando com os colegas e fazendo as atividades.

É claro que há casos onde a criança fica o dia toda sensível (faz as atividades e brinca normalmente, mas em momentos inoportunos começa a chorar e chamar pelos pais), mas isso acontece com poucas crianças que passaram por nós. E isso também é normal, principalmente se é a primeira semana que vem à escola, ou em casos que já percebemos, ficou grande período distante da escola (como em férias, ou feriados prolongados).

E é ai que entra um grande problema, muitos pais cedem a pressão gerada pelos filhos. O que não é bom para os pais, e nem para a criança. Pois os pais dão a seguinte mensagem a criança: “Se você chorar será feita a sua vontadeâ€.

Mas então o que fazer?

Orientamos aos pais que tenham calma nesse processo. A entrada na escola traz inúmeras mudanças ao mundo da criança, como o convívio com outras crianças, uma rotina de brincadeiras e estudos, entre outras. E essas mudanças são muito importantes para as crianças.

Abaixo segue uma relação de orientações extraídas do site Crescer:

Confie na escola

Parece óbvio, mas nem sempre acontece. É o primeiro passo para que a criança também se sinta segura no novo local. “É como se a mãe autorizasse alguém a cuidar do filho dela, e é nessa autorização que o processo de adaptação da família começa a dar certoâ€, afirma Liamara Montagner, coordenadora de educação infantil. Para que haja confiança, por sua vez, é importante que a escolha da escola tenha sido bem trabalhada. Quando é indicação de amigos ou familiares, fica fácil. Para quem não tem tais referências, esse vínculo se estabelece na medida em que os pais conhecem e se identificam com os princípios que norteiam o projeto pedagógico e a concepção de aprendizagem. E, naturalmente, precisam acreditar nesses valores éticos e morais estabelecidos pela escola.

Converse sempre com a equipe pedagógica

Não só as crianças, mas também os pais têm de ser assistidos no processo de adaptação. Esclarecendo dúvidas e conversando sobre eventuais incômodos, angústias e insatisfações com coordenadores e professores, os pais adquirem intimidade com a escola e se sentem mais confortáveis em relação a ela.

Aproveite a troca entre pais

O processo de adaptação é uma oportunidade de os pais se conhecerem, interagirem e compartilharem sentimentos. Nas conversas, descobrem que as crianças são muito semelhantes entre si e que eles, por sua vez, estão passando pelas mesmas angústias. Ao mesmo tempo, vão criando um vínculo no ambiente escolar. “Mães e pais que têm filhos mais velhos na escola exercem um papel importante nessa hora, pois passam segurança para os que estão sendo recebidos pela primeira vezâ€, diz a psicopedagoga Edimara de Lima, diretora de escola.

Lembre-se de que conquistas requerem esforços

“Existe uma tendência de os pais quererem superproteger os filhos, evitando ao máximo que sofram. Mas é importante lembrar que o ingresso na escola e as primeiras separações da mãe ou de casa fazem parte do processo de crescimento da criançaâ€, afirma Paula Bacchi, orientadora de escola infantil. Ela acrescenta que os pais devem ter em mente que certas conquistas vêm acompanhadas de dificuldades. Representam também um amadurecimento da criança, e a escola é um excelente ambiente para isso acontecer.

Atente para o tom da separação

Despedidas dramáticas, duradouras e carregadas de emoção são um prato cheio para dificultar a entrada das crianças na escola. Independentemente do comportamento delas, os pais devem procurar dar um tom leve e até mesmo prático às despedidas. Duro, né? Mas é fundamental para que a criança perceba que não existe a opção de um choro segurar o pai ou a mãe na escola por mais tempo.

Preserve a rotina da criança em casa

Não é hora de mudanças de cama, de quarto, retirada de fraldas, chupeta, mamadeira e coisas do gênero.

Adapte-se aos horários e tenha assiduidade

“Nos primeiros dias, a pontualidade na hora de buscar é crucial. Um atraso pode deixar a criança insegura, com medo de que a mãe não volte, e dificultar a despedida e a permanência nos dias seguintesâ€, diz Edimara de Lima, diretora pedagógica. Mesma pontualidade no início do dia também para que a criança inicie as atividades com o grupo. Evite faltas, para que a criança se insira logo na rotina escolar.

Tenha cuidado com o que diz – e com o que não diz

Algumas armações, por mais inofensivas que possam parecer, costumam atrapalhar significativamente o processo de adaptação da criança. Na despedida, por exemplo, frases como “você vai ficar bem, não é?†ou “você não vai chorar, vai?†acabam sugerindo à criança que tenha comportamentos desse tipo. Criar expectativas exageradas, dizendo à criança que ela vai adorar, que a escola é maravilhosa, que as professoras são fantásticas etc., também pode ser prejudicial, pois pode gerar decepções para o pequeno. Por fim, nunca minta para seu filho (dizendo que vai para um lugar caso vá para outro) e, por mais que ele esteja brincando bem e tranqüilo, nunca vá embora sem se despedir. Isso quebra a relação de confiança com a mãe e pode gerar na criança o medo de ser abandonada naquele lugar estranho.

Choros são normais

O choro não significa que a criança não está gostando da escola. É uma maneira de ela dizer que é difícil se despedir da mãe. Paula Bacchi, diretora de colégio, acrescenta que é comum esse choro terminar assim que as mães viram as costas. Se o lamento se prolongar, vale investigar, claro. Ah, sim, tem muita mãe que também não agüenta as lágrimas. Mas tem de, pelo menos, não deixar a criança ver.

Não demonstre ter dúvidas

Comentários negativos em relação à escola nunca devem ser feitos diante delas. Se a criança perceber a insegurança da mãe, pode tomar o sentimento para si ou ainda se aproveitar da situação e recorrer a chantagens emocionais.

Tenha paciência

A maioria das crianças leva uma ou duas semanas para se adaptar à escola. Há algumas que levam dias e outras, meses. Isso não quer dizer que as de adaptação mais lenta vão gostar menos da escola. Significa apenas que precisam de um pouco mais de tempo. Resta respeitar o ritmo da criança.

Afaste-se por um tempo dos relacionamentos antigos

No caso de crianças que estão mudando de escola, convém, durante o período de adaptação, não incentivar o contato freqüente com amigos da escola antiga. Depois de a adaptação estar bem sucedida, o contato pode voltar a ser como era, mas, no início, é bom dar a chance para o pequeno receber o novo ambiente com certo afastamento da vivência anterior.

Sem culpas ou cobranças

Especialmente entre mães que colocam as crianças cedo na escola por motivos profissionais, a culpa é muito comum. “Mãe trabalhando em período integral é a realidade de muitas famílias, e a criança terá de conviver com isso. Não é um mal, mas um componente da família, que gera satisfação pessoal para a mãe ou, no mínimo, um aumento da renda familiarâ€, diz a psicopedagoga Edimara de Lima. Por isso, não é caso de se cobrar em relação às dificuldades próprias ou dos filhos.

Respeite as orientações

“É fundamental que os acompanhantes das crianças na adaptação atendam às solicitações passadas pelas professoras e pela coordenação da escolaâ€, diz Liamara Montagner. E nos detalhes. Respeite a experiência da equipe no assunto.

Está tudo bem. Mas acabou?

Um belo dia, a criança chega feliz à escola, despede-se dos pais, fica bem durante todo o período e volta para casa lembrando as coisas boas vividas no dia. A adaptação está concluída? Talvez. É possível que seu filho, que ficou ótimo na primeira semana de aulas, apresente dificuldades na semana seguinte. Outra criança pode apresentar problemas dali a 15 dias ou um mês. Segundas-feiras, voltas de feriados e especialmente de férias também são momentos delicados, em que choros e reclamações nas despedidas podem voltar a aparecer. O importante, então, é os pais, como sempre, conversarem com a escola, que vai atentar também para eventuais jogos emocionais feitos pela criança. Satisfeitos com a escola escolhida, acreditem que é o lugar onde tudo acontece pelo bom desenvolvimento e bem-estar da criança. Boa sorte!

8 Comentários

    albertina

    O artigo “MEU FILHO CHORA AO ENTRAR NA ESCOLA, O QUE FAZER?” É MUITO BOM.Parabéns. COnvido a conhecer meu site e o blog umjeitocoraçãodeensinar.Abraços.

    28 de novembro de 2009 às 18:13
    1

    albertina

    Parabéns pelos artigos,principalmente “Meu filho chora ao entrar na escola, o que fazer?”. Abra~ços.

    28 de novembro de 2009 às 18:15
    2

    Aline

    Tia Adriana, o site ficou lindo e amei esta matéria. O sentimento de culpa existe mesmo quando não temos outra saída a não ser trabalhar como doidos…. A Isa está bem e estamos com muita saudade de todas vcs. hj abri pra que ela revisse os amigos nas fotos para matar a saudade.
    Um bjão à Familia Jardim das Letras da Familia Martini Garcia

    14 de dezembro de 2009 às 16:26
    3

    gislanayr

    Esse tema é maravilhoso e esxtremamente importante. aaestarei utilizando e enviarei esse texto p/ os pais na primeira semana de contato com a escola, a fim de orientá-los para melhor adaptação da criança e repassando a parceria de confiança que será formada dia-a-dia com os pais.
    Esse tema foi discutido também na reunião com as professoras e na capacitação. Procedimentos de como atender melhor cada criança e pai… simplesmente fantástico!!

    22 de janeiro de 2010 às 0:54
    4

    Daniela

    Boa noite!
    Hoje cheguei angustiada pelo segundo dia de aula do meu filho.
    Precisava saber tudo o que já sabia, parece que é só o nosso filho que está lá e acabo me sentindo culpada por leva-lo e deixa-lo chorando. Quando ele grita mamãe, mamãe por favor…. Ele só tem 2 anos e 6 meses,
    é muito dificil, acho que pra nos dois, mas sou forte e trabalhar em mim minhas dificuldades para poder ajuda-lo.
    Em fim, daqui um tempo tudo estárá tranquilo… E sei que ele ficará bem e eu também.
    Daniela

    26 de janeiro de 2010 às 18:51
    5

    Daniela

    Vou indicar este side para outras mães lá na escola, gostei…

    26 de janeiro de 2010 às 18:52
    6

    Margarete

    Tenho gemeos de 2 anos e 8 meses, estão há tres dias na escola e estou com muita dificuldade com um deles, ele chora muito, a professora pediu para que eu ficasse na secretaria e que me chamava se necessario, mas após ele chorar compulsivamente por quase 1 hora ela me chama e eu tenho que acompanha-los durante a “aula” (maternal) e ela nos dispensa mais cedo falando que isso será feito no periodo da adaptação… seria correto? tenho receio em deixa-lo lá chorando e ir busca-lo no fim da aula e ele não querer ir mais na escola criando algum tipo de trauma… ou se é melhor eu deichar ele chorar o tempo todo e ir buscar só no horario correto… o que seria certo afinal???? Obrigada

    28 de janeiro de 2010 às 16:41
    7

    Lauro Adriano

    Olá Margarete, com certeza o melhor (em todos os tipos de casos que envolvam crianças) é seguir a rotina. Somos ingênuos ao ignorar que crianças são muito, mas muito espertas.

    Se seu filho ver que se chorar muito, ele consegue o que quer (no caso busca-lo mais cedo, ou um determinado brinquedo, ou deixar de dormir no horário certo) ele sempre ira usar esse artifício.

    A questão do filho ficar traumatizado na minha opinião não é possível, lembre-se que a escola é a porta de entrada do seu filho para a sociedade, o momento de separação dos pais e de ter que viver socialmente com outras crianças (dividindo, respeitando, seguindo regras) tem que chegar em algum momento. E nunca é bom adiar esse processo.

    A criança sente a separação no inicio, mas muitas vezes, quem sente mais é o próprio pai.

    Nesses casos temos que deixar um pouco a emoção, e pensar no melhor para nossos filhos.

    Espero ter sido de ajuda, acompanhe sempre o site.

    2 de março de 2010 às 15:45
    8

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